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Objetos de família e lembranças de viagens compõem a decoração afetiva

A decoração de uma casa pode dizer muito sobre quem vive nela, e, no caso da decoração afetiva, isso se torna ainda mais verdadeiro. A ideia desse tipo de decoração é colocar em evidência objetos de valor sentimental para os moradores, integrando móveis antigos da família, fotografias e lembranças de viagens ao ambiente.

Este conceito foi apontado como tendência na Casa Cor São Paulo 2017, que começou em 23 de maio e vai até 23 de julho, no Jockey Club de São Paulo. O resultado é um projeto mais intimista.

“O ambiente fica mais aconchegante e verdadeiro. A decoração conta uma história”, afirma Marcos Rolim, decorador na Haifatto Arquitetura & Interiores. O profissional, que já viajou para vários países, utilizou a afetividade na decoração da própria casa.

“Na minha sala tenho quadros, bonecas de louça e móveis de design garimpados em vários países convivendo com móveis mais clássicos”, conta. Um sofá que pertenceu a seus pais convive com mesas de vidro modernas. Bonecas de louça chinesas ganham como pedestal um livro de design. “A chave é saber harmonizar os objetos”, explica Marcos.

O segredo para valorizar presentes, lembranças de viagens e até mesmo fotografias é a iluminação. “A depender da peça, podemos colocar em um local de destaque, com um nicho ou um totem, e usar uma iluminação dirigida. É como se a casa do cliente fosse uma galeria”, diz Marcos.

Uma forma de destacar fotografias e pratos decorativos é expondo-os na parede. A designer de interiores Cecília Avena optou, em um de seus projetos, por usar uma moldura na entrada da casa para dar destaque a pratos e a uma placa com o nome da família comprados em Portugal.

A moradora Sílvia Azevêdo possuía muitos móveis de família que não queria perder: “Tinha uma cristaleira bem antiga, um espelho, uma cadeira do casamento do meu sogro, e tudo isso entrou no projeto. A gente mantém a história familiar através dos móveis”, conta Sílvia.

Cecília lembra a importância de mostrar a identidade dos moradores no projeto: “Aquele projeto muito clean, que não traz os gostos e referências do cliente, já está ultrapassado. Quando se pensa a casa como um casulo, uma moradia, isso chama para o convívio, para curtir o espaço”.

Fonte: A Tarde