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Carros elétricos levam condomínios a pensar adaptação para abastecimento

Ainda que a passos lentos no Brasil, a tecnologia para um mundo mais sustentável e a busca por alternativas limpas de abastecimento automotivo vêm ganhando espaço. A frota mundial de carros elétricos atingiu a marca de 3,2 milhões no início de 2018: um aumento de 55% em relação ao ano anterior. No Brasil, o crescimento foi de quase 50%.

Assim, em um futuro não muito distante, pode ser que uma significativa parte da frota de carros nas garagens dos condomínios seja utilizada por carros elétricos ou híbridos. Uma vez que o governo zerou o imposto de importação para automóveis desse tipo, que a alíquota de IPVA caiu em 50% em São Paulo e que até poderá haver redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do benefício de não participar do rodízio de veículos, certamente você verá um carro desses entrando ou saindo pelo seu portão. A questão é: seu condomínio está se preparando para essa virada de paradigma?

Posto de recarga para carro elétrico em rodovia de São Paulo. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Uma das principais dúvidas em condomínios com relação à recarga de baterias de carros elétricos ou híbridos plug-in (que também são ligados na tomada) é o custo disso. Afinal de contas, o condômino que não possui um carro desse tipo pode se sentir prejudicado, tendo em mente a ideia de que terá que pagar pela energia utilizada pelo proprietário do veículo.

Existem sistemas de carregamento com tecnologia inteligente que distribui o custo do consumo entre os usuários que realmente utilizam o serviço para seus carros. Quando os carregadores são ligados na tomada geral do condomínio, o rateio é automatizado e o valor referente ao consumo real é destinado ao seu respectivo usuário. Em condomínios mais modernos já é possível ligar o carregador direto no relógio do proprietário.

Para saber quantas tomadas o condomínio precisa ter, tudo vai depender da demanda, que tende a crescer. No mercado, existem carregadores de veículos elétricos para utilização individual ou compartilhada. Os equipamentos mais modernos, inclusive, têm controle de acesso e emissão de relatórios mensais de consumo que são enviados automaticamente à administradora.

Segundo um estudo de Tony Seba, economista da Universidade de Stanford, os carros movidos a combustíveis fósseis desaparecerão até 2025. Hoje, existem poucas opções de carros elétricos e híbridos plug-in à venda no País, porém há previsão de muitos lançamentos para o próximo ano.

Plugues para conectar o cabo de energia ainda são raros pelas cidades, sendo que alguns shoppings ou postos de combustível já oferecem essa opção. Também há projetos de lei que buscam resolver a questão, ainda em trâmite. Claro que cada um terá que pagar pelo seu abastecimento, mas é uma recarga que compensa.

Adaptar o condomínio para uma demanda crescente por esse tipo de energia é um assunto que precisa ser levado em consideração no seu planejamento para os próximos anos.

Fonte: Estadão