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Aberta a temporada de colônia de férias em condomínios

Férias. Para as crianças, sinônimo de diversão e tempo livre. Para os pais, período para ser criativo e arrumar tarefas para os pequenos não ficarem ociosos ou sozinhos em casa. Para o condomínio, época de apreensão pela maior movimentação de crianças, possíveis danos em áreas comuns e reclamações relacionadas principalmente a barulhos.

Foi pensando em atender estas três frentes que as empresas de recreação começaram a dar uma atenção especial para as colônias de férias voltadas para condomínios, cuja proposta é trazer “para dentro de casa” atividades para os pequenos moradores se ocuparem de forma saudável e educativa durante o recesso escolar. “Com a melhoria dos empreendimentos no que diz respeito à infraestrutura de lazer, com climatização, sala de cinema e de jogos, brinquedoteca, espaço kids, piscina, entre outros, abre-se uma grande oportunidade e possibilidade da utilização desses espaços para práticas de lazer”, afirma o presidente da Abre (Associação Brasileira de Recreadores), Cleber Mena Leão Júnior.

Geralmente, quem procura as empresas para implementar as ações nos condomínios são os próprios pais, que conhecem os recreadores por meio de festas infantis e em monitoria de hotéis. O tema então é encaminhado ao síndico, que deve levar para assembleia a votação para a contratação ou não das atividades. É nessa etapa que também deverá ser decidido se o custo será rateado entre todos os moradores ou somente entre as unidades que efetivamente farão uso dos serviços de recreação infantil, assim como a delimitação de horários e espaços que poderão ser utilizados para a brincadeira das crianças.

Podem ser contratados diferentes tipos pacotes que geralmente variam de uma semana até o mês inteiro, por exemplo, com a possibilidade de ser o dia todo ou meio período. Há 16 anos no mercado de recreação e há cinco trabalhando com colônias em condomínios, a Cia Fantasy oferece um pacote de férias no qual três horas de recreação saem por R$ 280 por monitor, sendo que é necessário fechar ao menos cinco dias de atividades para crianças de 3 a 12 anos.

“Entre os espaços do condomínio, utilizamos bastante a quadra, mas caso chova, podemos aproveitar o salão de festas ou outra área coberta. Nesse caso, adaptamos as brincadeiras para jogos corporais, músicas, dinâmicas e brincadeiras com cartas. No mais, podemos fazer ainda oficinas, pintura de tela, tobogã, cama elástica, show de palhaço, mímica, bambolê, corrida de saco e corda”, conta o proprietário Eduardo Oliveira Santos.

A recomendação da Abre para que haja uma segurança maior nas atividades é ter, no mínimo, dois recreadores para cada grupo de crianças, que deve ter, no máximo, 30 integrantes.

Recriar Lazer e Eventos geralmente calcula um recreador para cada 10 crianças. “Dividimos as brincadeiras em dois grupos, de 3 a 7 anos, e de 8 a 12 anos. O ideal é que haja dois recreadores por faixa etária porque a criança nunca pode ficar sozinha. E como as fantasias são bastante utilizadas principalmente para os menores, enquanto um monitor se prepara, o outro fica de olho nos pequenos”, conta o sócio proprietário Adriano Cândido, conhecido também como Jacaré.

Na Recriar, que atua há 15 anos no meio e realiza colônias em condomínios desde 2014, contratar um recreador para meio período (quatro horas) custa R$ 270 enquanto o período integral (oito horas) sai por R$ 320. Os valores podem mudar dependendo do pacote de férias que o condomínio estiver disposto a fechar.

 Um cuidado que a Agita Morango tem é não dividir as crianças por gênero, então não existem times femininos ou masculinos em nenhuma brincadeira. “Nos preocupamos em deixar tudo misturado para que não haja   essa rivalidade. E já recebemos, inclusive, feedback positivo em relação a isso de uma mãe que disse que antes das atividades da colônia existia muita briga no condomínio entre meninos e meninas e que depois que   passamos por lá, as crianças começaram a brincar mais no coletivo”, afirma a proprietária Amanda Araújo Matos, que fundou a empresa há seis anos.

 O pacote mínimo de férias da Agita Morango sai por R$ 1.250, sendo quatro horas seguidas por dia, durante uma semana, com dois recreadores para uma média de dez crianças para cada. “Para o síndico, a colônia   de férias é vantajosa porque diminui a incidência de problemas nas áreas comuns. Por outro lado, sabemos também que há moradores que não têm filhos e que se incomodam com o barulho das crianças mesmo   dentro do horário permitido. Para diminuir o problema, o que sugerimos é avaliar qual torre tem mais participantes da colônia e concentramos as atividades ali perto”, diz Amanda.

Na Serra da Cantareira, a Albev, associação de moradores que representa quatro loteamentos que juntos somam cerca de 800 casas, implantou a colônia de férias em 2011 e desde então nunca mais deixou de  oferecer as atividades para os pequenos. “A princípio, como a participação das crianças era pequena, cerca de 20, éramos nós mesmos que trabalhávamos como monitores durante uma semana nos meses de janeiro  e julho. Mas a demanda foi crescendo e em 2013 sentimos a necessidade de contratar uma empresa com recreadores capacitados. Hoje são aproximadamente 130 crianças, a colônia funciona durante duas semanas  em julho e duas semanas em janeiro e contamos geralmente com seis monitores, dependendo do número de participantes”, conta Christianne Milk, responsável pelo setor social e esportivo da Albev.

O investimento é em torno de R$ 18 mil para cada mês de recreação. Quem arca com os custos é a Albev, que é mantida pelos próprios moradores dos loteamentos via taxa de associado.

Socialização – O condomínio que implanta colônia de férias é visto pelos condôminos como um agregador de atividades e acaba estimulando a socialização entre os moradores, sejam eles adultos ou crianças, melhorando a convivência e o
bem-estar entre a vizinhança.

“Às vezes a criança mora no condomínio desde que nasceu, mas não sabe quem é o vizinho. Então a colônia é uma boa oportunidade para conhecer pessoas e fazer novas amizades”, pontua o representante da Cia Fantasy.

Para Amanda, da Agita Morango, além da diversão entre os pequenos, as atividades promovem o desenvolvimento da empatia. “O recreador hoje tem papel social, porque como muitas crianças passam bastante tempo sozinhas, estão desaprendendo também a fazer amizade. Os maiores, por exemplo, têm que entender que está tudo bem deixar o menorzinho ganhar se ele estiver triste.”

Tecnologia – Outro ponto importante das colônias de férias é resgatar o divertimento ao ar livre em um cotidiano tomado pela tecnologia por todos os lados. “Da mesma forma que os jogos tradicionais são brincadeiras, os eletrônicos também são. Só que em uma nova roupagem. O que devemos fazer é aproximar os dois e não polarizálos”, diz o presidente da Abre.

Para Leão Júnior, é errado pensar que as crianças de hoje não se interessam por brincadeiras de antigamente. “Por meio de pesquisa que realizamos, constatamos que sim, elas largam os aparatos tecnológicos para participar de atividades clássicas. É só simplesmente convidá-las para isso. É natural da criança brincar. Ela brinca com tudo, seja com avião de papel ou um drone, basta ser exposta para a brincadeira e entender que quem a convida realmente quer brincar com ela, e não enganá-la só para tirá-la do que ela está fazendo. Por isso, uma equipe de recreação que preza pela diversão e excelência do trabalho é a mais indicada para fazer a alegria da criançada por meio de jogos e brincadeiras que envolvam equipe, cooperação, movimento, música, estratégia, corrida, competição, criatividade e raciocínio”, finaliza o presidente da Abre.

Via Revista Área Comum