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6 mitos sobre o piso para área externa

As novidades e tecnologias no mundo da construção civil no Brasil ainda caminham, infelizmente, a passos muito lentos. Apesar de várias empresas, muitas delas brasileiras, trazerem ao mercado grandes inovações nas mais diversas áreas da construção, a resistência por parte de muitos profissionais ainda é um grande entrave.

Muitas pessoas que trabalham na construção civil tem a filosofia do “sempre fiz assim, sempre deu certo, não vou mudar”. E enquanto em outros campos da engenharia como computação e elétrica trabalha-se com precisão de milímetros e nanômetros, na construção civil estima-se que de 7 a 8% dos materiais utilizados na obra são desperdiçados.

As construtoras e empresas sérias investem nas inovações e nas formas de otimizar as construções. O grande problema surge nas obras não fiscalizadas, feitas por profissionais não habilitados, de onde surgem vários mitos, e pessoas leigas podem ouvir e “comprar” como ideias boas.

Uma ideia muito difundida no país é que piso cerâmico é a melhor opção para áreas externas. Neste texto vamos entender os melhores usos para o piso cerâmico, e desmistificar vários lugares-comum e informações erradas sobre o piso para área externa.

O uso do piso cerâmico na construção civil

A cerâmica é um dos materiais mais antigos utilizados pelo homem. Seu uso remonta aos primórdios da existência humana, com o uso de potes, telhas, e artefatos em geral. E a explicação para esse fato é simples: a abundância do material.

Cerâmica é, de forma bem básica, solo argiloso moldado enquanto úmido, enrijecido através de calor. Com o tempo os processos de produção foram se modernizando até chegar aos produtos que temos hoje.

O piso cerâmico segue o mesmo princípio de produção, o que muda é o acabamento superficial. Quando é feito um trabalho de pintura e proteção com esmalte, por exemplo, similar a uma porcelana, o piso é chamado de porcelanato.

As maiores vantagens do piso cerâmico são a facilidade de limpeza, impermeabilidade superficial, e o conforto térmico, em áreas internas. Por isso ficaram bastante populares no Brasil e criou-se um mito de que piso cerâmico é a melhor opção para qualquer superfície, seja ela interna ou externa.

Na grande maioria das construções nos Estados Unidos, por exemplo, a cerâmica é utilizada exclusivamente em áreas molhadas, como banheiro e cozinha. Aliás, muitas pessoas nem chegam a utilizar cerâmicas em todo o cômodo, ficando restrito apenas aos boxes dos banheiros.

Mito 1: Piso cerâmico resolve problema de infiltração

Este é um dos mitos mais difundidos quando o assunto é piso para área externa. Primeiramente é preciso entender o que é o problema antes de tentar resolvê-lo: a infiltração e a umidade são grandes inimigos da construção civil. Os materiais normalmente utilizados em fundações, vigas baldrames, pilares, lajes, telhados, calçadas não são completamente impermeáveis, e isso significa que sem a proteção adequada, correm riscos de falhas. A água pode se infiltrar de diversas maneiras, e afetar todos os elementos da edificação.

A água em contato com estruturas de ferro, por exemplo, promove processos químicos de oxidação e redução, a popularmente conhecida “ferrugem”. O concreto sofre com a umidade pois a água que percola entre os poros causa problemas como lixiviação, carbonatação, exposição das armaduras. De modo geral, é importante saber que a infiltração pode causar um problema muito mais sério do que apenas um aspecto visual desagradável.

Sendo assim, as soluções para os problemas de infiltração devem ser levadas com muita seriedade.

O piso cerâmico é capaz de garantir a estanqueidade, isto é, protege que a água penetre a sua superfície, mas não pode ser considerado um sistema de impermeabilização para a edificação. A água percola no sentido reverso, e o resultado que vemos são manchas brancas nas juntas e rejuntes, resultados na lixiviação do concreto.

Para resolver problemas de infiltração, a solução é fazer uma impermeabilização adequada!

Mito 2: Para áreas externas, o piso cerâmico é bem mais barato

Outra grande controvérsia é em relação aos custos, quando comparado a calçadas de concreto e pedras, por exemplo. Muitas pessoas levam em consideração apenas o custo do metro quadrado do produto, e esquecem de colocar na ponta do lápis outros fatores muito importantes como: preparação da área, contrapiso, mão-de-obra, argamassa e rejunte.

Sabemos que o piso cerâmico não pode ser instalado em regiões não regularizadas, com risco de haver várias quebras. Dessa forma, deve ser adicionado ao custo materiais e mão-de-obra para regularização do terreno. Além disso, para garantir que a instalação seja bem feita, é preciso contratar bons profissionais, que são mais caros.

A manutenção e limpeza de um piso cerâmico externo é mais frequente do que qualquer outro material. Por isso, ao longo dos anos, os custos com água, materiais de limpeza e tempo despendido também deveriam ser levados em consideração. Quando todas as variáveis são levantadas, vemos que o preço pode não ser tão competitivo assim.

Mito 3: É muito resistente

A cerâmica é, via de regra, um material com baixa resistência à tração. Um piso cerâmico não é capaz de resistir a uma queda de 40, 50cm por exemplo. Na prática, o que vemos com frequência em calçadas e áreas externas com pisos cerâmicos são trincas, fissuras, peças rachadas e quebradas, especialmente nos cantos e sempre nos locais de maior tráfego de pessoas e veículos.

Vale a pena considerar bem a área de aplicação antes de fazer a sua escolha!

Mito 4: Junta seca é uma boa ideia

Primeiramente, precisamos entender o que são juntas. Todo material sofre dilatações e contrações devido à exposição ao sol e mudanças de temperaturas, o que, na construção civil é chamado de movimentação térmica. As juntas são espaços dimensionados para que os materiais possam se movimentar sem causar trincas e fissuras. Entenda melhor:

Como vimos, a cerâmica não é um material muito resistente a forças de tração. Por esse motivo as peças cerâmicas não tem lados maiores que 60, 80 cm e é por isso que toda cerâmica deve ser instalada com juntas de dilatação.

Junta seca é, portanto, quando se instalam as peças sem o devido espaço entre elas, processo muito utilizado na instalação de pedras, por exemplo, porém, não indicado para revestimentos cerâmicos em geral.

Se mesmo executando juntas já existe um certo risco de o piso quebrar, com a junta seca é praticamente garantido que haverá problemas. Antes de proceder com esse tipo de técnica, certifique-se se o fabricante do material permite que ela seja aplicada.

Mito 5: É mais fácil de limpar

Muito controverso, porque de fato, é mais fácil de limpar. O problema é que um piso cerâmico precisa ser limpo com uma frequência muito maior que qualquer outro material indicado para área externa uma vez que a sujeira fica muito mais evidente.

Calçadas de concreto, por exemplo, não precisam ser lavadas com água e sabão toda semana. Aliás, a limpeza de áreas externas feitas com concreto, paver, pedras, pode ser feita de 2 a 3 vezes por semestre com máquinas de água sobre pressão. Então, no final das contas, a manutenção e limpeza de uma área externa com piso cerâmico pode ser mais dispendiosa.

O uso da área, portanto, vai influenciar na facilidade de limpeza do piso para área externa escolhido.

Mito 6: É o mais seguro e durável

O esmalte utilizado na superfície de pisos cerâmicos comum é bastante escorregadio quando está molhado. Por isso é preciso tomar todo cuidado ao caminhar nesta situação, e por se tratar de uma área externa, no período das chuvas há um grande risco de acidentes. Existem no mercado pisos antiderrapantes, contudo podem ser mais caros e, por vezes, não eliminam totalmente o risco de acidentes.

Outro problema relacionado ao esmalte e acabamentos em geral de pisos de cerâmicos é que sob exposição ao tempo ele tende a se desgastar. Um piso sem esmalte fica manchado, e suja com muito mais facilidade. Nesse sentido, dependendo do nível de exposição, a durabilidade do piso fica bastante comprometida.

 

Fonte: Fibersals